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  • O Serviço de Entregas da Kiki


    Título original: Majo no Takkyūbin (Kiki's Delivery Service)
    Título no Brasil: O Serviço de Entregas da Kiki
    Lançamento: 1989
    País de origem: Japão/ EUA
    Diretor: Hayao Miyazaki
    Minha nota: 5/5


    O serviço de entregas da Kiki é uma animação do Studio Ghibli de 1989 produzido, roteirizado e dirigido pelo mestre Hayao Miyazaki, sendo o quarto filme lançado nos cinemas pelo estúdio e o primeiro lançado com parceria com a Disney, ganhando uma dublagem americana especial com vários atores Hollywoodianos. O filme ganhou o prêmio "Animage Anime Grand Prix" em 1989.
    Baseado em uma novela de mesmo nome criada por Eiko Kadono, segundo Miyazaki o filme abraça a independência e confiança das adolescentes e lida com coisas além da idade, e a dificuldade que cada um encontra dentro de si para se tornar alguém único, seja no trabalho árduo, sorte e confiança. Tem traços semelhantes a outra animação do estúdio "Sussurros do Coração" nesse quesito. Mas quando você começa a ver todas as animação do Studio Ghibli você identifica várias semelhanças sejam grandes ou singelas, mas não se engane pois isso não desmerece o trabalho, muito pelo contrário, só enriquece, dá aquele toque que só esse estúdio tem.


    Sinopse e o que achei      

    Kiki é uma jovem bruxinha de 13 anos que vive com seus pais em um pequeno vilarejo. A tradição desses bruxos é que quando completam 13 anos, eles fazem uma viagem de um ano para melhorar suas habilidades.
    Ao lado de seu fiel amigo Jiji, um encantador gatinho preto, que ela consegue se comunicar, Kiki voa até a cidade portuária de Koriko em sua vassoura.
    Depois de passar por vários contratempos, Kiki consegue se estabelecer em um quartinho de uma padaria e passa a ajudar os donos do estabelecimento, oferecendo um serviço de entregas. Assim ela une sua habilidade de voar com a necessidade e começa a fazer viagens de entregas.
    Kiki é perseguida por Tombo, um garoto da cidade fascinado por aviação, e inicia uma amizade com ele. De forma inusitada ela também conhece uma pintora chamada Ursula, que depois de passar por momentos desagradáveis Kiki perde seus poderes e é Ursula quem vai ajudá-la com conselhos.
    No decorrer da história Kiki vai descobrir que quando tiver um propósito do tamanho de seu coração, será capaz de recuperar os poderes.

    O trecho em azul pode conter revelações importantes. Se você é spoilerfóbico, pule essa parte.

    Apenas dois pontos me desagradaram um pouco na história. O primeiro é que Kiki é uma bruxa. Mas o único poder sobrenatural que ela demonstra no decorrer da história é o de voar em sua vassoura e ser capaz de entender seu gato. Mas ela não é capaz de interferir em mais nada ao seu redor. Não sei se isso é devido a sua idade, já que não fica claro na história. Mas eu gostaria de ter visto Kiki usar poderes de bruxo.
    E o segundo ponto, é que quando Kiki perde seus poderes, seu gato Jiji que já estava afastado após se apaixonar por uma gata, ela perde completamente o dom de compreensão da língua do gato. E mesmo quando ela recupera os poderes no final, não vemos mais o gato falar com ela, lá no finalzinho ele fala apenas "miau". Isso me chateou porque o gato era um personagem super marcante e do meio pro fim ficou muito de lado. Mas isso não reduz o mérito da história de modo algum.


    É uma história absolutamente encantadora e super fofa! Mostra a perseverança, a força e a amizade verdadeira de forma incrível. É uma das animações mais legais que vi até agora do estúdio (junto com vários outros é claro). Sensível, tocante e para todas as idades, uma animação que merece ser vista!
  • Sussurros do Coração


    Título original: Mimi wo Sumaseba
    Título no Brasil: Sussurros do Coração
    Lançamento: 1995
    País de origem: Japão
    Diretor: Yoshifumi Kondo
    Minha nota: 3,8/5

    Sussurros do Coração é um filme de animação produzido pelo Studio Ghibli, baseado no mangá de Aoi Hiragi. Foi dirigido por Yoshifumi Kondo e roteirizado por Hayao Miyazaki (o mesmo de a Viagem de Chihiro e o Castelo Animado). 
    Esse foi o primeiro filme do estúdio a ser produzido por outro diretor além da dupla Miyazaki ou Takahata após 7 anos. Foi a última direção de Kondo, após sua morte em 1998, que há boatos de que teria sido causada por excesso de trabalho. Outros trabalhos conhecidos dele foram Anna of Green Gables, Sherlock Hound e no Studio Ghibli, O Serviço de Entregas de Kiki, Only Yesterday e Princesa Mononoke.
    Existe uma "continuação" dessa história chamada O Reino dos Gatos (clique para saber mais) onde temos uma espécie de animação da história criada pela protagonista.

    Sinopse e o que achei      

    Shizuku Tsukishima é uma estudante de 14 anos apaixonada por livros. Vive em Tóquio com os pais e irmã mais velha.
    Um dia durante uma de suas idas rotineiras à biblioteca, ela encontra um gato no trem que chama sua atenção. O gato parece estar sozinho mas sabe para onde está indo. Ele desembarca na mesma estação que ela, e curiosa ela o persegue até chegar a uma loja de antiguidades. Lá ela conhece uma bela estatueta de um gato, chamado de "Barão".
    Conforme a história vai desenrolando, Shizuku conhece Amasawa Seiji, e descobre uma bonita ligação com ele. Além de ter lido os mesmos livros que Seiji havia anteriormente emprestado da biblioteca, ele é neto de Shiro Nishi, o dono da loja.
    Shizuku e Seiji iniciam uma forte amizade, e ela descobre que o sonho dele é ser mestre na criação de violinos. Admirada com a perseverança do garoto, Shizuku decide correr atrás de seu sonho também que é escrever. Ela cria uma história inspirada no Barão.

    O filme é leve e com uma doce história de um amor que nasce entre os personagens. Aprendemos sobre persistência e a importância de não desistir de lutar pelos nossos sonhos. Recomendo assistir tanto Sussurros do Coração quanto O Reino dos Gatos. Não importa a ordem. Eu vi o Reino dos Gatos primeiro, não perdi nada e ainda consegui achar as "referencias". Até mesmo de Porco Rosso, outra animação do estúdio.
  • 5 Centímetros por Segundo


    Título original: Byōsoku 5 Senchimētoru
    Título no Brasil: 5 Centímetros por Segundo
    Lançamento: 2007
    País de origem: Japão
    Diretor: Makoto Shikai
    Minha nota: 3/5 estrelas


    Esse é o primeiro post do especial 6 anos onde irei falar sobre uma animação que não tem ligação com o Studio Ghibli.
    5 Centímetros por Segundo é um filme animado japonês de 2007, dirigido por Makoto Shinkai, que foi dividido em três partes. A primeira parte do filme foi lançada no Yahoo! Japan em uma transmissão online para membros do Yahoo! Premium em fevereiro de 2007. Em 3 de março de 2007, o filme completo foi exibido no Cinema Rise em Shibuya, Tóquio.
    A primeira parte é chamada Okasho (Cherry Blossom), a segunda Kosumonauto (Cosmonaut) e o final é Byōsoku 5 Senchimētoru (5 Centimeters per Second), totalizando cerca de 1 hora de filme apenas. Uma light novel foi lançada para dar continuidade ao filme (que ainda não vi mas fiquei feliz em saber da existência) e uma adaptação para mangá começou a ser publicada em julho de 2010 na revista Afternoon por Seike Yukiko.


    Enredo e o que achei      

    A história é bastante estilo animes shoujo, onde iremos conhecer o casal de amigos Takaki Tono e Akari Shinohara que desde crianças eram diferentes dos demais colegas. Eles perceberam o quão parecidos eram quando ao invés do parquinho preferiam ficar na biblioteca. Sempre juntos os dois criaram uma bonita amizade que foi crescendo e se transformando em amor com o decorrer dos anos. Mas os anos também acabaram os separando. Cada um foi transferido para uma escola em cidades distantes. 
    A história é curta mas tem uma carga dramática extremamente grande. Há pouquíssimos momentos de descontração, grande parte do filme é com um clima melancólico. 
    Avançando um pouco na história iremos conhecer também o amor unilateral de Kanae Sumida, e todas as confusões que ela tem com seus próprios sentimentos.

    Uma cena que fiquei realmente chocada foi a do trem, quando Takaki vai visitar Akari. O que ele passa é algo realmente humano e imagino que muita gente vai se identificar com os dilemas dos personagens. É uma história tocante e profunda mas confesso que fiquei um pouco desapontada com o desfecho. Achei a história um tanto quase rasa em algumas questões também, pois o foco é somente nos sentimentos dos personagens. Mal sabemos sobre outras coisas das suas vidas ou famílias. Não deve ser assistido em qualquer momento de nossas vidas por ser muito triste e até mesmo decepcionante em alguns aspectos.
    Recomendo para quem gosta de romance permeado com situações tristes e realistas.

    Assistam a trilha sonora (contém algumas cenas do filme mas nada que dê para revelar algo importante):




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