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  • Resenha: Louca por Você - A. C. Meyer

    Classificação: 1,5/5 estrelas 
    Título: Louca por Você
    Editora: Universo dos livros
    Autor: A. C. Meyer
    Nº de páginas: 208
    Lançamento: 2014


























    Sinopse e minha opinião    


    Julie é uma mulher de 28 anos de idade, que tem dois grandes sonhos na vida, um deles é de ser cantora. 
    Porém ela não pode levar seu sonho adiante porque seu irmão "postiço" Daniel a impede de correr atrás disso. Ele acha que se ela cantar, os caras vão "cair matando encima dela" e ele tem que proteger a irmãzinha a qualquer custo (mesmo ela tendo 28 anos de idade). E ela não reage. Ela simplesmente aceita a exigência dele e trabalha como garçonete no bar, enquanto ele toca a vida expandindo os negócios.

    Daniel, 31 anos, é dono de um bar chamado "After Dark" e depois de uma série de eventos (nada convincentes diga-se de passagem) onde Daniel está fora a negócios e o vocalista sai subitamente da banda que toca no bar, Julie canta junto com a banda e todos ficam impressionados com seu talento no palco. O vídeo da apresentação vai parar nas redes sociais e Daniel vê, porém não reconhece a moça. Sim, ele não a reconhece! Ele está acostumado a ver Julie com roupas pouco atrativas e cabelos presos. Mas graças aos amigos (ricos) o best friend gay George e a amiga (apagada) Jo, ela se transforma em uma girl-power.

    A história principal do livro gira em torno da obsessão de Julie em conquistar Daniel. Esse é o outro (e maior) sonho dela. Ela quer a todo custo que ele a veja como uma mulher e não como uma menininha. Seu amigo George faz o favor de JOGAR FORA todos os pijamas de desenho animado que ela costumava usar e faz uma reforma no guarda-roupa dela, comprando inclusive camisolas sexy. UAU.

    Esse livro tem tantos problemas... tantas coisas erradas que me incomodaram. O romance dos personagens... não tem química. As ações do casal não condiz com a idade deles. Eu não consegui acreditar na idade deles. Eles parecem ter 15 anos!
    Julie não pensa em si mesma, tem baixa auto-estima, é super insegura. 

    Vou citar outra situação que me foi surreal. Um dos parceiros de banda, o Alan, estava meio interessado em Julie. Ele e Daniel tem uma briga, porque Daniel tem ciumes. Então, Julie e os amigos tem a brilhante ideia de fingir um namoro entre Julie e Alan. Desnecessário. Estava na cara que Daniel também gostava dela e não precisava de uma cena para lhe fazer ciúmes. Ele que se mexesse e acordasse pra vida percebendo o que sente por ela! Mas não, o bonitão esperou mais de 30 anos, e somente quando Julie arruma um namorado (que aliás o livro terminou sem ele saber que era uma farsa) é que ele se habilita a chamá-la pra sair e beijá-la (sabendo que ela namora). Além disso, em uma situação convincente, Alan não aceitaria porque tem rixa com Daniel.

    Daniel realmente não sabe o que quer. Ele é imaturo. Na mente dele, ele tem 19 anos e está curtindo a vida adoidado. Pra quê relacionamento sério com uma mulher que passou a vida inteira apaixonada por ele? E que ele só teve a audácia de se aproximar quando ela renova o visual? quer dizer, enquanto ela se vestia com pijama de desenho animado pra dormir, ele não tinha motivação para se sentir atraído por ela. Isso é amor? Não me parece...
    Eu não quero detonar o livro de maneira nenhuma. Reconheço seu valor como qualquer outro romance e tem alguns pontos positivos. Tem cenas bem bonitinhas e românticas que até eu gostei. A história deve agradar muita gente. Mas não a mim.
    É um livro mediano em todos os aspectos possíveis. E acho que só pode ser considerado "new adult" devido as cenas eróticas e a idade dos personagens, caso contrário se encaixaria melhor na categoria infanto-juvenil.
    Vale a pena pra quem procura uma leitura leve e rápida.
  • Resenha: Amante Liberto - J. R. Ward

    Classificação: 4/5 estrelas 
    Título: Amante Liberto
    Editora: Universo dos livros
    Autor: J. R. Ward
    Nº de páginas: 528
    Lançamento: 2011
    Tradução: Carolina Caires Coelho

















    Atenção: esse texto pode conter spoilers. Se você é spoilerfóbico, não leia.

    Vishous é um dos personagens mais intrigantes da série. Extremamente atraente, inteligente, cheio de tatuagens nas partes íntimas, na têmpora direita, e na mão direita, que está sempre escondida atrás de luvas de couro. Essa mão é uma arma que funciona de várias maneiras diferentes. Coisas inimagináveis são reveladas sobre ele, e irei comentar alguns pontos nesse texto.

    Nós achávamos que Vishous era gay. Ele realmente sentia uma atração fatal por seu colega de quarto, e agora de irmandade, Butch, e nesse livro ele deixa isso muito mais claro até mesmo para o próprio Butch, que é heterossexual. Infelizmente não concordei com algumas atitudes dele. Ele sabendo sobre os sentimentos de Vishous, deveria deixar claro a posição dele logo de início, mas na minha visão ele o iludiu, mesmo sem querer em alguns momentos, quando ele poderia ter sido mais cuidadoso. Não tenho nada contra o Butch, mas também não morro de amores por ele. Nesse livro eles esclarecem a situação e a coisa entre eles deixa um pouco aquela estranheza de lado, principalmente levando em consideração que agora Butch é casado.

    Eu não imaginei que o passado de Vishous pudesse ser tão sofrido. Ele cresceu num acampamento de guerra, junto com seu sádico e violento pai, Bloodletter, e temos vários flashbacks de Vishous relembrando as coisas horríveis as quais seu pai o submetia. O pai não tinha amor algum nem conexão alguma com ele, ele o via como um imprestável. Além disso, ele tem marcas de torturas pelo corpo. Acho que esse passado obscuro é mais um dos motivos para Vishous ter se tornado quem é hoje. 
    Ele tem hábitos sadomasoquistas, e encontros com fêmeas de sua raça, sempre envolvendo mordaças e olhos vendados.
    Ele encontra sua mãe, que descobrimos eu não lembro se no livro anterior ou no início desse que é a Virgem Escriba. Agora ele tem uma obrigação: assumir o papel de Primaz. O Primaz é um membro dos guerreiros que fica encarregado de "acasalar" com as fêmeas Escolhidas que vivem "Do Outro Lado", um universo paralelo da Virgem Escriba. Ele tem que procriar para dar continuidade a sua raça que está cada vez menor. Ele fica muito perturbado com a função que deverá assumir.

    Quando numa noite ele sai sozinho, ele é baleado e acaba sendo levado para um hospital humano. Lá ele conhece a doutora Jane Whitcomb, que o opera e fica impressionada com o quanto ele é diferente por dentro. E por fora.
    No primeiro momento de consciência que Vishous tem, pois acabou de sair de uma cirurgia, ele sente que a fêmea naquele aposento pertence a ele. Ele escuta ela conversando com um médico, o Manny Manello (que apesar de aparecer pouco, me chamou muito a atenção). É aquilo que nós leitores da irmandade já conhecemos, a ligação que um macho tem pela fêmea. Então, ele a sequestra (sim!) e inicia um romance entre eles.

    Esse livro tem várias nuances diferentes, assim como os demais. Temos o John Mattew (que cara chaaato meu Deus... se ele não existisse na minha opinião não faria falta, fico me perguntando como vou suportar um livro inteiro sobre ele - que é o 8º livro se não me engano) que está passando pela transição. E tem algo nele, algo que eu acho que ainda não sabemos. Até onde sabemos ele é filho de Darius, e lá no primeiro livro existe uma passagem na história onde ele ganha a dádiva da nova vida, ou algo do tipo, e depois não sabemos mais o que aconteceu. E John não sabe direito quem é.
    E também temos Phurry (que é meu queridinho), irmão gêmeo do (meu outro queridinho) Zsadist, que assume um papel importante na história.

    Diferente dos demais livros, não há muito sobre os Redutores, aqui o texto vai acompanhar mais os acontecimentos a cerca desse três personagens o John, o Phurry e o "protagonista" desse volume, o Vishous.

    O final, bem, eu não curti! Não... Eu fiquei assim "não, não, não, porque?..." eu não fiquei satisfeita. O casal fica junto mas de uma forma estranha, de uma forma que eu acho que poderia ter sido diferente. Ou eles ficam juntos de forma completa, ou não ficam! Sei lá, não gostei e espero ardentemente que a autora faça alguma coisa em relação a essa situação. 

    Fora isso, o livro tem aquele mesmo ritmo gostoso, aquele mesmo fluxo incrível, a escrita maravilhosa da Ward. Apesar de ser o único livro que perdeu 1 estrela (chorando) devido a algumas coisas que me incomodaram, eu demorei pra me conectar com o casal, a química entre eles demorou fazer sentido, e claro pelo final que foi chocante e não me deixou 100% feliz. Ainda assim, recomendo muito que leiam essa série.
  • Resenha: Amante Revelado - J. R. Ward

    Classificação: 5/5 estrelas (favorito ♥)
    Título: Amante Revelado
    Editora: Universo dos livros
    Autor: J. R. Ward
    Nº de páginas: 496
    Lançamento: 2010
    Tradução: Carolina Caires Coelho

















    Mais um livro fantástico dessa série. Irei deixar os links das resenhas dos livros anteriores abaixo (que foram todas seguidas):


    Enredo e o que achei      

    Butch O'Neal é um ex-policial da divisão de homicídios da cidade de Caldwell, que apesar de ser um humano "meio que" se juntou a Irmandade da Adaga Negra.
    Durão, detalhista, corajoso, nunca vai perder os instintos de "tira" como ele é chamado pelos irmãos. Butch teve uma infância e uma adolescência difícil, conviveu com um pai completamente bruto com ele e que não oferecia nenhuma atenção, diferente dos demais filhos. Butch conheceu o que é ter uma família de verdade quando conheceu os irmãos da Irmandade. E a conexão que eles tem entre si é incrível. Principalmente claro, a relação que ele tem com Vishous.
    Vishous se mostrou um cara bastante complexo, ele tem tatuagens na mão direita e tem poderes incríveis. Além de ser capaz de destruir coisas com um simples toque, ele consegue criar barreiras, chamadas de "Mhis", consegue também ler pensamentos, prever o futuro e acalmar e curar dores de outras pessoas. Vishous se um tanto quanto "obcecado" pelo Butch! Parece até que ele o ama muito mais que como um irmão. As coisas que ele faz e pensa, são coisas a se questionar a respeito da sexualidade dele.
    Sim, mesmo Butch sendo o "foco" do livro, J. R. Ward tem esse dom. Os outros personagens são muito presentes. E todas as explicações, as resoluções são satisfatórias. Por mais que você não estivesse esperando por aquilo.

    O par romântico de Butch é Marissa, que é a ex-companheira do rei Wrath. Ela é uma dama "inthocada" (virgem) da aristocracia e eles se conheceram logo no primeiro livro, mas por falta de diálogo eles só vieram se encontrar novamente aqui.

    A história de fato começa quando ocorre uma briga perto da boate ZeroSum que é um dos locais onde os irmãos costumam frequentar. Nessa noite Butch estava sozinho, e com seu instinto de justiça, por ser um ex-policial e por um trauma que ele tem com relação a morte de sua irmã (que não é spoiler já que logo no primeiro livro já sabemos disso) ele não consegue deixar de tentar salvar um vampiro civil que está prestes a ser atacado por um grupo de redutores. Porém ele acaba sendo sequestrado, e vai parar nas mãos no Sr. X. Sim, ele está de volta! E partir daí ele tem um encontro com o próprio Ômega que faz algo com ele, e o larga na floresta para morrer.

    Com o desaparecimento de Butch, Vishous consegue localiza-lo devido a algo que ele fez no livro anterior (que eu comentei na outra resenha). Ele vai para a clínica de Havers, e quando Marissa fica sabendo que ele está em quarentena, ela corre até o quarto sem proteção. Por esse motivo ela tem que ficar lá com ele pois pode ter sido contaminada também.

    Diversas situações são desencadeadas a partir de então. E coisas impressionante são reveladas. Marissa foi a personagem feminina que eu menos gostei. Ela é insegura, mimada, e fica colocando o Butch pra baixo o tempo todo, tenta controlá-lo... não em um sentido ruim, mas ela tem medo e praticamente quer colocá-lo dentro de uma caixa e deixá-lo lá dentro pra ele não correr perigo por ser humano. Fora que ela tem algumas atitudes (por exemplo a cena em que ela queima suas roupas) bastante infantis!!!

    Marissa a parte, acontece algo estrondoso com Butch, ele simplesmente se torna muito mais importante do que qualquer criatura poderia imaginar! Eu fiquei bastante impressionada com as coisas que aconteceram. E eu amei esse livro. 
    Além dos redutores e um novo membro recrutado pelo Sr X, que é um lutador amador, também temos passagens sobre o John e o Rehvenge, personagens que não são da Irmandade mas que com certeza tem grande importância na história.

    O livro realmente surpreendeu em diversos aspectos. Continua sendo uma série erótica, porém esse livro foi o que menos deu foco as cenas eróticas. Teve muito mais ação, revelações, enfim. No final a autora usou um recurso diferente pra narrar e eu achei fantástico. 
    Concluindo, leiam essa série. Leiam. Estou quase para afirmar que essa é uma das melhores séries que eu já li na vida.
  • Resenha: Amante Desperto - J. R. Ward

    Classificação: 5/5 estrelas (favorito ♥)
    Título: Amante Desperto
    Editora: Universo dos livros
    Autor: J. R. Ward
    Nº de páginas: 464
    Lançamento: 2010
    Tradução: Jacqueline Valpassos

















    Antes de mais nada devo começar esse texto da seguinte forma: EU AMEI ESSE LIVRO.

    Zsadist desde o início da série é o cara mais anti-social, o mais "selvagem" de toda a Irmandade. Ele é extremamente fechado e não sabe o que é usar uma palavra de afeto com outra pessoa. Z (apelido usado pelos outros personagens) tem cicatrizes no rosto e nas costas, além de tatuagens no pescoço e nos pulsos, essas tatuagens são para marca-lo como escravo de sangue. Também tem piercings nos mamilos, e a cabeça raspada. Seu olhar é vazio.
    No passado ele foi escravizado por uma vampira sádica da realeza, a qual ele se refere como "Ama". Ele foi sequestrado da família dele quando criança e trabalhou na cozinha da mulher até pouco antes da transição. Após a transição a Ama ficou completamente obcecada por ele, e além de abusar sexualmente dele das piores formas possíveis, ele vivia acorrentado no escuro, sozinho e sofria sessões de tortura.

    No final do livro anterior, conhecemos também a Bella, que durante a primeira passagem na mansão da Irmandade, esbarra com Zsadist por acidente e desde então ela não consegue tirá-lo da cabeça. Ela fica tentando se aproximar dele, mas ele faz de tudo para despreza-la e para demonstrar que não é uma boa pessoa. Porém no final do segundo livro, Bella é sequestrada pelos redutores, e em Amante Desperto, o objetivo de Zsadist é encontrar Bella a qualquer custo. 

    O sequestrador de Bella é o Sr. O que desvia todas as "responsabilidades" como redutor unicamente para Bella. Ele fica obcecado, sim, terei que usar essa palavra novamente, e passa a chamar Bella de "esposa". Quando Bella é resgatada por Z e os irmãos, Sr. O fica completamente inconformado e passa a torturar vários vampiros civis para tentar saber o paradeiro da "esposa".

    Quando Bella chega na mansão da Irmandade, desacordada e toda machucada, ela é examinada pelo médico dos vampiros e ela fica no quarto de Z. Ele não deixa ninguém se aproximar dela. Ele visitava a casa dela constantemente e até estava usando uma correntinha dela. Ele sente que tem uma dívida com ela e quer cuidar dela. Quando ela acorda, depois de um mal entendido, Bella tenta se aproximar de Z, tenta seduzi-lo, diz o quanto gosta dele, mas ele não acredita. Acha que ela está confusa. Ele era um escravo de sangue, ele tem cicatrizes no rosto. Ele se acha sujo. Ele não entende como uma mulher pode gostar dele.

    A primeira noite de amor deles é completamente conturbada. Z nunca ficou de verdade com nenhuma mulher,e não consegue se soltar. Ele só entende o que é sentir dor, não conhece o que é amar. Mas Bella não desiste dele. Ela tenta a todo custo mostrar que sim, ele tem valor. 
    Ele tem um irmão gêmeo, o Phury, que diferente do irmão, é forte, atencioso, tem cabelos brilhantes. Phury também se apaixona por Bella. E Z tenta empurrar Bella para o irmão pois ele acha que com ele sim ela poderá ser feliz.

    Tem um acontecimento no livro que é de arrancar o coração de tão triste, envolvendo outros personagens. O amor entre esses irmãos de toda a irmandade é algo impressionante, você conhece de fato o que é amor em todos os aspectos da vida nesse livro.

    Irei comentar abaixo dois acontecimentos que são SPOILERS desse livro. Se você é spoilerfóbico pule a parte em letras azuis. 

    Tem um momento em que a Bella entra no cio. Nessa história, existem certos momentos da vida de vampiras mulheres em que ela passa por isso, e é chamado dessa forma. 
    Gente o que foi essa situação? Ela estava na mansão da Irmandade, cheia de "machos" (são assim que se referem aos vampiros homens, e as mulheres de fêmeas) e quando tem uma "fêmea" no cio perto do sexo oposto, eles começam a reagir. Os homens começaram a enlouquecer ali. Foi realmente muito engraçado e tenso. Vergonha alhea, diga-se de passagem. Todos ficam excitados e correm desesperados atrás de um conforto. E quem conforta a Bella? Z, é claro.

    Outro momento, foi sobre o Vishous. Que diabos foi aquela cena em que ele oferece uma taça a Butch (que é o único humano que é quase um membro da irmandade), depois de muitos acontecimentos dolorosos, todos estavam esgotados. Butch aceita a taça e após beber começa a passar mal quando percebe que acabou de beber do sangue de Vishous. Sinceramente estou achando o Vishous alguém muito misterioso. Aquela cena em que Butch pergunta para Phury se ele é gay (depois de uma situação envolvendo Phury e o reverendo - que depois descobrimos que se trata do irmão de Bella eu fiquei super surpresa não desconfiei mesmo! -) e Phury responde que quem gosta de sexo diferente é Vishous... não sei não, eu não acredito que ele seja gay. Mas isso só poderei saber mais pra frente. Porém que eu gostaria de uma explicação sobre a cena da taça eu gostaria :/ Tem alguma coisa diferente nele, que não sei dizer o que é. O próximo livro é sobre o Butch. Como Butch e Vishous são muito unidos quem sabe não me apareça alguma resposta sobre ele. Alguma, porque com certeza os mistérios desse personagem só serão revelados no livro dele.

    Esse é meu livro favorito até o momento, Zsadist é meu personagem favorito da irmandade, e eu simplesmente me apaixonei pela história!
  • Resenha: Amante Eterno - J. R. Ward

    Classificação: 5/5 estrelas (favorito ♥)
    Título: Amante Eterno
    Editora: Universo dos livros
    Autor: J. R. Ward
    Nº de páginas: 448
    Lançamento: 2010
    Tradução: Jacqueline Valpassos
















    Esse é o segundo livro da série da Irmandade da Adaga Negra de J. R. Ward, pela Universo dos Livros. Veja a resenha do primeiro livro "Amante Sombrio" clicando aqui.


    O que achei?                      

    Agora é a vez de conhecermos mais sobre o personagem Rhage, um dos integrantes da irmandade, conhecido entre eles como "Hollywood" por ser o mais atraente e que faz mais sucesso por onde passa. Alto, loiro, sensual, Rhage não se importa em usar as mulheres para esquecer seus próprios problemas.

    Ele carrega consigo uma maldição: quando se sente nervoso, preocupado ou  muito ansioso com algo, ele se transforma em uma besta. Uma criatura imensa, que não conhece limites de destruição. Ele sai de si, e corre o risco de atacar até mesmo seus próprios irmãos. A fera da qual ele se transforma é resultado de uma maldição que ele recebeu da Virgem Escriba, que é a Deusa dos vampiros, e que também tem influência sobre os humanos. Esse é um dos motivos de Rhage estar sempre acompanhado de mulheres, pois sexo o acalma.

    Mas ele não sabia que uma mulher diferente de todas as outras iria aparecer em sua vida e mudá-lo da água para o vinho. Mesmo após Vishous outro membro da irmandade, o avisar sobre a "virgem" que chegaria em sua vida.
    Mary Luce é uma mulher determinada, que tem uma presença de espírito forte, mesmo tendo sofrido muito na vida com a perda de sua mãe, e agora um novo problema, ela está novamente doente. A leucemia voltou para assombrá-la. 
    Ela tenta esquecer seus problemas ouvindo os problemas dos outros em seu trabalho voluntário, e é ai que ela se envolve na vida de John, um rapaz mudo que parece atormentado e sozinho. Através dele e de sua vizinha Bella, uma vampira, eles acabam indo até a mansão da irmandade, e é lá que ela conhece Rhage.
    Porém Mary é uma humana e é contra as regras um vampiro, principalmente os guerreiros, se envolverem emocionalmente com humanos.

    Mas eles não conseguem evitar a conexão instantânea e explosiva que surge, e uma poderosa história de amor se inicia. O livro tem mais cenas de sexo que o primeiro, que em alguns momentos pode parecer demais, mas ainda assim a história é simplesmente linda e posso dizer que esse livro é ainda melhor que o primeiro. As provações pelas quais os personagens passam, tanto Rhage para provar até onde será capaz de chegar por Mary, até a própria Mary, com sua luta contra o câncer, é algo tangível e profundo, muito bem construído pela autora.

    J. R. Ward continua com aquele jeito de escrever que te envolve de forma inexplicável. Eu me envolvi com as dores e os problemas dos personagens. O final do livro é chocante. E é incrível o quanto eu senti de verdade aquele momento. O coração se parte em milhões de pedaços... 

    Cheio de reviravoltas, o romance quente de Rhage e Mary vale realmente a pena. Sensacional do início ao fim!

  • Resenha: Amante Sombrio - J. R. Ward

    Classificação: 5/5 estrelas (favorito ♥)
    Título: Amante Sombrio
    Editora: Universo dos livros
    Autor: J. R. Ward
    Nº de páginas: 448
    Lançamento no Brasil: 2009
    Tradução: Jacqueline Valpassos





















    Esse é o primeiro livro da série da irmandade da adaga negra, escrita pela autora J. R. Ward e lançada no Brasil pela editora Universo dos livros. Já foram lançados cerca de 13 livros da série no Brasil.



    Em Amante Sombrio, iremos conhecer um pouco sobre a irmandade e sobre os vampiros do mundo criado por Ward. 
    Os vampiros aqui são diferentes, mas sem deixar aquele lado clássico em evidência. São ferozes, fortes, vivem por muitos anos mas não são imortais. Existem classes de vampiros, os guerreiros da irmandade da adaga negra, que são aqueles que protegem sua raça e os vampiros civis que são relativamente mais comuns e vulneráveis.

    Em meio a esse universo o foco do livro será no rei dos vampiros: Wrath. Ele é o último vampiro de sangue puro, por isso ele é escolhido por lei a reinar sobre os demais vampiros. Porém Wrath sente-se incapaz de exercer essa função, ele acha que o trabalho dele mesmo é "colocando as mãos na massa", não apenas dando ordens. No decorrer do livro entenderemos porque ele pensa assim.

    Tudo se inicia quando um vampiro integrante da irmandade, Darius, pede um favor para Wrath: ele tem uma filha - Elizabeth Randall - mestiça com uma humana, que aliás foi a única mulher que Darius realmente amou na vida - e que está prestes a passar pela transição. Por ser meio humana, ele teme que ela não suporte a transição e acabe morrendo. Por Wrath ser um sangue puro, ele pensa que se ele ajudar Beth na transição ela poderá ter mais chances de sobreviver.

    Nesse universo, os vampiros não nascem vampiros, eles nascem como se fossem humanos e aos 25 anos de idade sofrem a transição para vampiro. Outra coisa diferente, é que os vampiros não se alimentam de humanos pois o sangue humano é fraco para eles. Se alimentam apenas de seres de sua mesma raça, porém do sexo oposto. Além disso, humanos não podem ser transformados com mordidas ou bebendo sangue de vampiro. Aqui os vampiros já nascem com a descendência e é inevitável chegar a transição, mas se vai sobreviver a ela é outra questão.

    Existe uma guerra travada entre a Irmandade, e os chamados Redutores, que são como se fossem caçadores de vampiros, porém eles não tem almas e no momento em que entram para essa sociedade, deixam de ser humanos. O chefe deles é Ômega, que é como se fosse a grande fonte maligna e poderosa, que tem a intenção de extinguir com a raça dos vampiros. 
    Em contrapartida, a Virgem Escriba, é como se fosse uma deusa mística de luz e justiça, sábia e conselheira do rei, e a grande criadora dos vampiros.

    Dentro de todo esse universo, se passa o romance entre Wrath e Beth. Após o pai de Beth, Darius pedir o favor a Wrath, que recusa, Darius acaba sendo assassinado por um Redutor. A partir daí a irmandade inicia uma busca por vingança, e Wrath sente que tem uma dívida com seu irmão. Sendo assim, procura por Beth e ambos se apaixonam instantaneamente. A história de amor deles é profunda e bela. 
    O livro tem cenas eróticas, por isso é um livro adulto. Mas nada ali é por acaso, tudo é narrado de forma profunda e bem trabalhada. 
    Conhecemos os ideais, a personalidade de cada personagem, é como se a autora tivesse criado várias histórias separadas e tivesse as inserido em um único mundo. Cada personagem tem um valor, mesmo os coadjuvantes, mesmo os mais "simples" são bem construídos e você sente algo por cada um deles.
    Cada livro da série focará em um personagem da irmandade. 

    Eu me surpreendi tanto com esse livro que não sei nem explicar! não que eu não tivesse uma ideia de que iria gostar, mas foi mais do que isso, o trabalho de tradução e revisão da editora também é ótimo. 
    Maravilhoso em todos os sentidos, quase não há erros, o texto é incrivelmente fluido, as páginas correm e correm e você se delicia com cada momento, você torce, você teme e se angustia junto com esses personagens maravilhosos!

    Eu fiquei simplesmente encantada. Um dos livros favoritos da vida, envolvente, intenso, surreal, com uma construção de mundo e personagens que te deixa embasbacado. Recomendo fortemente!
  • Resenha: Vida e Morte 'Crepúsculo reimaginado' - Stephenie Meyer

    Classificação: 3,5/5 estrelas
    Título: Vida e Morte - Crepúsculo Reimaginado
    Editora: Intrínseca
    Autor: Stephenie Meyer
    Nº de páginas: 391
    Lançamento: 2015

    Tradução: Regiane Winarski e Ryta Vinagre










    Vida e Morte vai nos contar exatamente a mesma história que já conhecemos em Crepúsculo com os gêneros trocados. Bella Swan agora é Beauford Swan e Edward Cullen agora é Edythe Cullen.
    São as mesmas cenas, as mesmas passagens e a história caminha para o mesmo rumo. Porém a autora fez diversas alterações, principalmente nos diálogos. Mas não só nisso, várias passagens são diferentes. Os gêneros estão quase 100% trocados, com algumas exceções, como o pai e a mãe de Beau.

    A autora teve essa ideia (bastante diferente diga-se de passagem) devido as inúmeras críticas que recebeu sobre o livro original. Pois Bella parecia ser completamente dominada por Edward não tinha nem um pouco de controle sobre nada, era boba, ingênua e dependia de um homem ou seja era considerada uma "donzela em perigo". Meyer quis mostrar que na verdade se tratava de um "humano em perigo" e que a história também seria coerente se os papéis se invertessem.

    Vida e Morte pode ser um "bônus" em comemoração aos 10 anos da saga, porém tem quase 50 páginas a mais que o original e o desfecho é diferente. Eu gostei do final do livro, pois ela finaliza a história de modo que os personagens possam ficar juntos sem nenhum furo. Eu achei a mudança válida, apesar de dolorosa em certo aspecto. Parece que Beau estava pensando mais em sua própria felicidade. Mas tentemos olhar por um outro lado.

    Beau é como a Bella. Envergonhado, atrapalhado, sem auto-confiança e claro, com problemas de coordenação. Vive caindo, tropeçando e se machucando. Esse era um dos aspectos mais notáveis de Bella, e achei que foi válido não alterar. 
    Muitas pessoas criticaram, dizendo que não combinou devido ao personagem ser homem. Porém eu discordo. Homens também podem sentir vergonha e serem atrapalhados! 

    Um bom exemplo de que isso pode dar certo, são aqueles animes de comédia de que estamos acostumados. Sim, os desenhos japoneses, dos quais tanto falo aqui no blog. Bom exemplo disso, é Love Hina, Chobits, entre muitos outros animes amados pelos fãs e que tem como protagonista um cara envergonhado e atrapalhado. E a história da certo.
    Foi bom revisitar Forks e os Cullen e relembrar como os personagens se encontraram. Me trouxe uma boa sensação de nostalgia, e pra quem é fã da saga acho que vale muito a pena.

    Mas claro que existem diversos pontos negativos na história. Afinal, a história era narrada por uma mulher e agora é narrada por um homem. Algumas coisas de fato não ficaram plausíveis. 

    Uma cena que antes mesmo de chegar, eu fiquei pensando... como a autora vai fazer isso? Foi aquele momento em que Edward leva Bella para a floresta para mostrar o que acontece quando ele fica sob a luz do sol? pois bem. Ele a carrega nas costas. Como seria isso com gêneros invertidos? pois bem, a autora não alterou. Beau simplesmente sobre nas costas de Edythe e ela corre com ele. Infelizmente essa cena pra mim, não deu. Não ficou coerente. Independente de Edythe ser uma vampira, ter força sobrenatural e Beau ser um humano. Não consegui imaginar aquela cena de modo nenhum.

    Outro exemplo, é a Jules Black, a versão feminina de Jacob Black. Ela também monta carros e motos e se interessa pelo assunto de mecânica. Digamos que não é um assunto muito comum entre mulheres não é?

    Mais um ponto dentre vários outros que me desagradou foram os erros e mais erros de revisão. O livro é narrado por um homem, mas existem passagens em que deveriam estar escrito "fiquei pensativo" mas saiu "fiquei pensativa" ou "ela é incrível" e saiu "ele é incrível". Enfim são tantos erros desse tipo que teve momentos em que eu precisei voltar alguns parágrafos para ter certeza de quem estavam falando.

    Veja como ficou o nome de todos os personagens:

    – Isabella (Bella) Swan = Beaufort (Beau) Swan
    – Edward Cullen = Edythe Cullen
    – Jacob Black = Jules Black
    – Billie Black = Bonnie Black
    – Carlisle Cullen = Carine Cullen
    – Esme Cullen = Earnest Cullen
    – Emmett Cullen = Eleanor Cullen
    – Alice Cullen = Archie Cullen
    – Rosalie Hale = Royal Hale
    – Jasper Hale = Jessamine Hale
    – Jessica Stanley = Jeremy Stanley
    – Mike Newton = McKayla Newton
    – Angela Weber = Allen Weber
    – Lauren Mallory = Logan Mallory
    – Harry Clearwater = Holly Clearwater
    – Laurent = Lauren
    – Victoria = Victor
    – James = Joss


    Mesmo com tudo isso, o livro proporciona um tempo agradável de leitura e de relembrar a história que os fãs tanto gostam!
  • Resenha: Os sete - André Vianco

    Classificação: 4/5 estrelas
    Título: Os sete
    Editora: Novo século
    Autor: André Vianco
    Nº de páginas: 452
    Lançamento: 2011 (2ª edição)















    Enredo + O que achei     

    O livro nos apresenta logo no início três grandes amigos, Tiago, César e Olavo. Os amigos vivem numa cidadezinha fictícia do Rio Grande do Sul chamada Amarração. Por não terem muito o que fazer na cidade do interior, eles aprenderam desde cedo a mergulhar e se divertir nos mares próximo a cidade.

    Um dia, eles decidem explorar uma velha caravela portuguesa naufragada, afim de procurar objetos preciosos e assim talvez conseguir uma grana. Eles contatam uma amiga chamada Eliana, que estuda História em uma grande universidade de Porto Alegre. Logo, várias pessoas se envolvem quando descobrem a caravela e uma grande caixa de prata com misteriosas inscrições ao seu redor, inclusive algumas palavras que adiante perceberemos ter tudo a ver com as criaturas que ali jaziam além de um aviso para não abrir a caixa em hipótese alguma. Mas é claro que isso só faz aguçar a curiosidade dos professores e estudiosos presentes. Ali, eles encontram sete corpos em estado avançado de decomposição.

    O terror começa quando acidentalmente um dos corpos misteriosamente voltam a vida. Inverno é o primeiro vampiro a ser despertado. Descobrimos que as inscrições na caixa estão se referindo ao poder que cada vampiro possui, além de Inverno, temos Acordador, Espelho, Gentil, Tempestade, Lobo e Sétimo. Pouco depois de acordado, Inverno trata de esconder o corpo de Sétimo afim de impedir de todas as formas que ele venha a despertar também. No decorrer do livro descobrimos o porquê.

    A história desses vampiros é sensacional. O autor se aprofunda na personalidade de cada um deles, e é possível imaginar suas feições e o modo de ser de cada um. Mas eu só senti isso pelos vampiros. Já os "mocinhos" da história infelizmente não me conquistaram nem um pouco. Tiago quer o tempo todo bancar o espertalhão e muitas vezes sai em vantagem em relação aos vampiros, o que acho extraordinário tendo em vista que aquele grupo possui forças demoníacas e super-humanas, ao contrário de Tiago que não é mais que um ser humano mais comum impossível. Seus amigos não passam de coadjuvantes, apesar de terem protagonizados cenas importantes e interessantíssimas na história, infelizmente são pouco carismáticos. 

    Outro ponto que me incomodou durante toda a narrativa é que os homens prevalecem na história. O exército, marinha e várias áreas das forças armadas brasileiras se envolvem também. A única mulher que tem alguma visibilidade é Eliana que passou metade do livro desacordada e não contribuiu em absolutamente nada para ajudar os demais na busca incansável para capturar os vampiros. Pela importância que ela tem (mas que não parecer ter...) no enredo, o autor poderia ter se aprofundado muito mais na personalidade e ter dado mais força a ela. Se Tiago conseguiu deixar alguns vampiros no chinelo porque uma mulher não seria capaz também? A única coisa que Eliana fez foi ficar o livro inteiro esperando Tiago resgatá-la. Ai o clichê. 

    Mesmo com esses pontos negativos, não pensem que não gostei da história, muito pelo contrário pois os vampiros dominaram a trama e essa é a melhor parte do livro. São muito bem construídos, tem um ar de humor em algumas situações e de horror em outras, são divertidos, interessantes e extremamente diferentes de tudo que já vi em vários aspectos, mas sem deixar de lado aquela essência que um verdadeiro vampiro precisa ter. Fiquei infeliz por todos serem homens, sinceramente senti falta de uma presença feminina mais forte na trama, porque não uma mulher sendo um dos sete?

    Ainda assim aquele final (apesar da aparição dele ter deixado um pouco a desejar) me deixou com muita vontade de ler o próximo livro. 

    Repleto de cenas alucinantes e bem descritas sem ser cansativo, recomendado para quem gosta de uma boa história de vampiros com ação do começo ao fim! 
  • Resenha: O Festim dos Corvos - George R. R. Martin

    Classificação: 4/5 estrelas
    Título original: A feast for crows
    Editora: Leya 
    Autor: George R. R. Martin
    Nº de páginas: 644
    Lançamento: 2012
    Tradução: Jorge Candeias














    O texto abaixo tem spoilers dos livros anteriores da série. Se você é spoilerfóbico, não leia.

    Esse livro, assim como quem leu e até quem não leu provavelmente já ouviu falar, é um livro diferente dos anteriores das crônicas de gelo e fogo. 
    Tanto que no final do livro tem uma nota do George R R. Martin dizendo que ele decidiu dividir o livro em dois (originalmente seria um único livro toda a história de o festim dos corvos e a dança dos dragões) por diversos motivos, entre eles o tamanho. Mas ele dividiu de um jeito diferente, então nesse livro vários personagens não aparecem e alguns aparecem super pouco.

    Ao contrário do que as pessoas falam, pelo menos comigo eu não senti tanta dificuldade assim durante a leitura. Muitos dizem que é muito enrolado mas sinceramente eu não senti tanto disso. 
    Eu iniciei a leitura no início desse mês e terminei hoje (e não peguei ele todos os dias). Mas eu entendo o motivo do livro ser "taxado" como o mais enfadonho da série. Tem muitos e muitos detalhes e algumas passagens realmente foram bem cansativas. 

    Muito do livro se passa em Dorne e achei bem interessante essa nova imagem da história, tendo em vista que nós leitores nunca antes tínhamos "presenciado" nada se passando por aqueles lados. As pessoas ali são diferentes e o clima é diferente e dá para sentir isso durante a leitura.

    O príncipe de Dorne, Doran Martell é super criticado pelas filhas e sobrinhas por ser "clemente" demais, e teve um momento entre ele e a filha Arianne que achei que ela foi muito dura com ele. Depois de uma tentativa de rebelião contra o trono de ferro envolvendo a Arianne, a princesa Myrcela, o cavaleiro da guarda real Arys Oakheart e alguns amigos de Arianne, que pode resultar em problemas imensos entre o trono e Dorne.

    Também tem acontecimentos importantíssimos para a história lá nas ilhas de ferro. Ali está assim: irmão contra irmão. Depois da morte do rei das lhas de ferro Balon Greyjoy, um novo rei deve se erguer. Quando o rei é escolhido, uma surpresa acontece envolvendo mais notícias sobre dragões.

    Apesar de não vermos nada sobre Dany, as histórias sobre a rainha e seus dragões estão chegando cada vez mais ao redor de Westeros.

    Também acompanhamos Sansa, Samwell, poucos momentos com a Arya (todos surpreendentes) e temos um grande espaço para Brienne, que foram alguns dos capítulos mais difíceis, e uma surpresa no último capítulo que temos dela no livro.

    Cersei está em uma busca insaciável para proteger o filho a todo custo, sem pensar nas consequências, passando por cima de tudo e  todos e algo acontece naquele meio.
    Jaime foi até Correrrio tentar tomar o castelo de Peixe-negro.

    Agora sinceramente, pra mim além da Arya os capítulos mais legais foram os da Cersei. Foi realmente muito interessante ter a visão dela e eu me diverti com ela e me surpreendi muito.

    O livro apesar de ser o mais curto da série, não é menos delicado de ser lido. Várias passagens me deixaram confusa e tive que voltar algumas vezes. Mas por incrível que pareça, consegui me aventurar muito mais do que eu imaginava e é óbvio que é indispensável para o que nos aguarda agora no próximo livro. Eu gostei demais da leitura!
  • Resenha: A tormenta de espadas - George R. R. Martin

    Classificação: 5/5 estrelas (favorito ♥)
    Título original: The storm of swords
    Editora: Leya (a capa ao lado é da edição exclusiva com a saraiva)
    Autor: George R. R. Martin
    Nº de páginas: 886
    Lançamento: 2011
    Tradução: Jorge Candeias









    Esse texto pode conter spoilers de "A Guerra dos Tronos" e "A Fúria dos Reis" e até a 3ª temporada da série de TV.

    Eu vou repetir o que quase todos os fãs das Crônicas de gelo e fogo afirmam: o melhor livro até então (pra mim dentre os três que já li) já lançados da série.

    Com suas mais de 800 páginas (pelo menos na edição normal) e letras miúdas, Martin nos brinda com uma imensa dose de história. Conhecemos muito mais dos personagens e vários novos.

    Como já conhecemos o estilo de Martin, nesse livro temos a mesma essência, narração pelos pontos de vista de personagens. Em Westeros Para-lá-da-muralha, Norte, Sul e em Essos. São vários acontecimentos simultâneos, e é muita, muita coisa. Quando você acha que Martin já nos deu tudo que seria possível no livro, nas últimas páginas você fala "NÃO ACREDITO QUE ISSO ESTÁ ACONTECENDO".

    Daenerys reúne um exército de Imaculados e outros. Após passar por Astapor e Yunkai, ela decide ficar em Meeren e governar, depois de saber que mesmo após libertar os escravos das outras cidades que já havia passado, alguns homens que estão escravizando novamente pessoas que ficaram. Ela passa por diversos outros conflitos, conhece homens que parece que estarão ao seu lado, mas ficamos sempre alerta. O que mais me chocou foi a situação entre Dany e Sor Jorah.

    Davos agora é a mão do rei. Após sobreviver da batalha da Água negra e perder 4 dos seus filhos, o ex-mercenário está cada vez mais desconfiado da mulher vermelha Melissandre, que agora tem o rei Stannis em suas mãos. Grande parte do povo inclusive a esposa de Stannis agora adora ao Deus R'hllor. A mulher vermelha prevê diversos acontecimentos em suas chamas e alguns até o próprio Stannis começa a "ver" também. Davos não confia na mulher vermelha, e discorda e faz tudo que está ao seu alcance para impedir o sacrifício de um dos bastardos do falecido rei Robert. 

    O exército de Stannis surpreendeu bastante em relação a um acontecimento bem lá no final do livro, que colocou Jon Snow em uma situação... surpreendente.

    Os capítulos com o Bran confesso que até certo ponto foram os mais cansativos. Quando chegava capítulo dele eu dava aquele suspiro. Bran continua em sua viagem junto com Meera e o irmão Jojen Reed, junto com o grandão Hodor. Em seu caminho eles cruzam com pessoas desagradáveis e agradáveis também, que acende uma faísca na nossa mente e nos deixa com aquela expectativa de que finalmente algo de bom vai acontecer com Bran. Mas volto a lembrar que estamos falando de uma história criada por Martin né... Bran também aprende a desenvolver o dom do "terceiro olho" e desenvolve habilidades sobrenaturais.

    Jon ainda está junto com os selvagens para lá da muralha e tem que fingir ser um vira-casaca que traiu os irmãos da Patrulha da Noite. Ele consegue voltar para a muralha, e agora a muralha está passando por dificuldades imensas com poucos recursos para protege-la e impedir que selvagens e até mesmo criaturas mais tenebrosas invada Westeros.

    Sam continua sendo um grande medroso, mas depois de matar um caminhante branco (também conhecidos como "os outros") com vidro de dragão, passa a ser chamado entre os patrulheiros de "Sam Matador". Acontece situações horrendas junto a fortaleza de Craster envolvendo traições. Mas Sam prova seu valor salvando uma das mulheres de Craster e seu bebê menino.

    Outra surpresa é o Jaime. Ele ainda está sendo escoltado por Brienne até Porto Real, e o caminho deles é bastante icônico. Conhecemos um lado mais humano do Jaime, e fiquei surpresa ao me ver torcendo por ele em vários momentos. Essa história é assim, alguns personagens parecem ser vilões incorrigíveis, mas todos são humanos (ou quase todos). O relacionamento entre ele é Brienne é bastante surpreendente.

    Tyrion é um dos personagens mais fantásticos. Depois de ser obrigado a se casar com Sansa, uma coisa HORRENDA acontece envolvendo ambos e o banquete de casamento de Joffey e Margaery. Tyrion acaba e dando mal e acontece uma transformação com o personagem que ninguém jamais esperou, ninguém jamais imaginou.
    Outra surpresa envolve Mindinho e a irmã de Catelyn, (que parece que a odiava) Lisa Arryn.

    Também temos o ponto de vista da Catelyn que nos conta como está sendo o desempenho do rei do Norte. Ela tem um desentendimento imenso com o irmão e o filho por ter libertado o "regicida" em troca das duas filhas. É claro que desde o início sabíamos que isso não iria dar certo.


    Eu achava que o casamento vermelho iria ser o ponto MÁXIMO de clímax. Oi? Não mesmo! Depois disso, tanta coisa a altura acontece... estamos preocupados com o futuro dos personagens! Muitas mortes, e surpresas... Lá pra página 600 você está em em choque. E quando você achava que estava se recuperando ou mesmo se acostumando com a ideia, acontece outra coisa e outra e outra que te deixa sem fôlego.

    Em relação a série de TV eu vi mais ou menos até o quinto episódio da quarta temporada. Mas se você gosta de surpresas e prefere descobrir o livro antes da série, eu NÃO RECOMENDO que você assista a quarta temporada sem estar pelo menos no quinto livro. A partir da terceira temporada, tem vários pontos que são revelados nos outros livros e você vai ficar confuso. Somente até a segunda temporada a ordem cronológica é fiel aos livros. Depois, os produtores decidiram adaptar a série como um todo sem ordem cronológica correta.


    Outra coisa que gostaria de comentar em relação ao Casamento vermelho é das muitas diferenças entre o evento no livro e na série. Tiveram várias mudanças notáveis, é claro nós sabemos que adaptações sempre sofrem mudanças, mas uma das grandes é a presença da esposa de Robb no casamento durante a série e sua morte quando no livro isso não existe. Várias perguntas ficaram no ar quanto a isso! O próprio Martin revelou que vão realmente existir muitas mudanças na série inclusive em relação ao destino de alguns personagens.


    Mas enfim o livro é excelente, e entrou para minha lista de favoritos de todos os tempos. É fantástico e merece ser lido! PERFEITO PERFEITO...
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