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  • Doctor Crush


    Título original: Dakteoseu (Doctors)
    Título na América: Doctor Crush
    Lançamento: 2016
    País de origem: Coréia do Sul
    Diretor: Oh Choong-hwan
    Minha nota: 3,5/5


    Eu não ia falar sobre esse drama aqui no blog. Mas pensei um pouco mais e decidi falar. Eu vi ele paralelamente a outro "My Wife is Having an Affair this Week" que virou um dos meus favoritos. Mas Doctor Crush, infelizmente não entrou pra essa lista.

    Doctor Crush é uma novela (drama/série) sul-coreano de 2016 estrelado por Park Shin-Hye, Kim Rae-Won, Yoon Kyun-sang e Lee Sung-kyung. Foi ao ar às segundas e terças na SBS durante 20 de junho e 23 de agosto de 2016 com um total de 20 episódios.O drama foi um sucesso de audiência.

    Sinopse + o que eu achei      

    O drama começa mostrando a adolescência de Yoo Hye-Jung (Park Shin Hye), que era uma garota teimosa na escola e em casa, e tinha personalidade forte, além de ser conhecida como durona por saber várias técnicas de artes marciais.
    Abandonada na casa da avó pelo pai, Hye-Jung foi se fechando cada vez mais para as pessoas ao seu redor. Porém sua vida fica ainda mais bagunçada ao conhecer o professor Hong Ji-Hong (Kim Rae-Won), que apesar de ser formado em neurocirurgia, desistiu da carreira como médico depois de passar por uma perda no trabalho, e decidiu lecionar.
    Depois de conhecer duas amigas na escola, onde uma delas se torna sua inimiga mortal, e de Hye-Jung perder uma pessoa muito importante em sua vida, ela se transforma. 
    13 anos depois Hye-Jung e Ji-Hong se reencontram na mesma posição: ambos são neurocirurgiões e vão trabalhar no mesmo hospital.


    Existem vários outros personagens interessantes na história e a rotina hospitalar e até mesmo histórias paralelas de situações e pacientes ficam evidenciados durante o drama, e isso é bastante interessante, apesar de alguns paralelos em alguns momentos serem no meu ponto de vista, excessivos demais. São diversas cenas de cirurgias, cenas que poderiam ter sido um pouco reduzidas. Apesar de ser enriquecedor no quesito rotina hospitalar de certo ponto de vista, ficou um pouco repetitivo.


    A história de superação de Hye-Jung é muito inspiradora, a força e a determinação que ela teve para mostrar para todos que duvidavam dela, do que ela era capaz. No futuro ela reencontra essas pessoas, e as mesmas passam a tratá-la de forma de diferente, muitas vezes devido a sua nova posição. Mesmo sozinha, ela foi capaz de crescer profissionalmente sem precisar da ajuda de ninguém e conseguiu ser independente. Além disso, ela divide uma grande paixão pela área junto com Ji-Hong e vai passar por provações que jamais imaginou que faria.


    O par romântico é justamente o casal de protagonistas, e infelizmente não consegui sentir tanta química entre eles. Apesar dos atores serem ótimos, a história amorosa não foi tão envolvente assim, e o foco maior ficou para o hospital em si e os interesses próprios e mentiras que existe entre alguns membros superiores do hospital.
    Apesar dos diversos pontos baixos, é uma história que vale a pena ser acompanhada apesar de ser um pouco cansativa e repetitiva em alguns momentos.


    Muitas pessoas que assistem dramas asiáticos com frequência sempre reclamam da atuação da Park Shin-Hye, mas eu que já vi pelo menos quatro dramas com ela, gostei da atuação dela em todos e ela é uma das minhas atrizes coreanas favoritas. Ela amadureceu dos dramas mais antigos para os novos, e pelo menos dentre os dramas que vi, os dramas mais antigos, da época de Secret Garden, Boys Before Flowers, Personal Taste (favorito da minha vida) e até mesmo mais recentes como The Heirs e Pinocchio (os dois últimos também com Park Shin-Hye) tem algum "Q" a mais do que muitos dramas lançados ultimamente, que venho assistindo e me decepcionando um pouco.


  • Orange



    Título:
    Orange
    Lançamento (anime): 2015
    País de origem: Japão
    Autora: Ichigo Takano
    Minha nota: 4/5


    Orange é uma série de mangás escrito e desenhado por Ichigo Takano, sendo conhecido como um legítimo mangá shoujo. Foi publicado no Japão inicialmente pela revista Bessatsu Margaret da Shueisha em 2012, e teve muito sucesso mas acabou entrando em hiato devido a problemas de saúde da autora, sendo retomado em 2014 pela Monthly Action da editora Futabasha. No Brasil foi publicado pela editora JBC em 5 volumes em 2015. A adaptação em anime foi realizada por Mitsujiro Hashimoto e foi lançado no Japão em dezembro de 2015. Também existe uma live action de 2016 baseada na história.


    Sinopse e o que eu achei       

    ps: Nada do que citei abaixo é considerado spoiler, fique tranquilo.

    Apesar do tremendo sucesso que essa série já fazia, eu confesso que só fui conhecer quando a editora JBC anunciou o lançamento do mangá aqui no Brasil. São tantas coisas bacanas que são lançadas em mangá ou anime no Japão que é difícil acompanhar mas quando uma editora brasileira se interessa pelo mesmo, acaba ficando muito mais atrativo para mim e mais acessível também.
    Eu li os mangás no lançamento, porém somente até o volume 4. Sim. Simplesmente não comprei o 5 até hoje e não sabia como a história terminava. Finalmente vim a descobrir agora que assisti aos 13 episódios do anime que está sensacional. Tanto os desenhos quanto as cenas totalmente fieis ao mangá.


    Na história vamos conhecer um grupo de cinco amigos colegiais japoneses, Takamiya Naho, Suwa Hiroto, Chino Takako, Hagita Saku e Murasaka Azusa. No primeiro dia de aula, Naho recebe uma carta. Uma carta de si mesma 10 anos no futuro. Nessa carta ela descobre que seu eu do futuro tem fortes arrependimentos. E através da carta ela recebe diversas instruções de como tentar consertar isso. No primeiro dia de aula, um novo aluno entra na classe: Naruse Kakeru, e o grupo de cinco se torna um grupo de seis. Na carta, Naho é instruída a evitar que ele seja convidado a sair com eles depois da aula. Mas ainda sem acreditar muito, ela não faz nada para evitar que ele vá. Porém se ele não tivesse saído nesse dia, uma tragédia poderia ter sido evitada: a morte de sua mãe.


    Esse é o plot principal da história e tudo o que acontece depois é decorrente disso. Um triângulo amoroso começa a surgir entre Naho, Kakeru e Suwa. Mas devido a carta muita coisa será mudada.


    A história é extremamente melancólica. O Kakeru está passando pelo momento mais difícil da vida dele, um momento cheio de culpa e por mais que ele tente ser feliz e sorrir, ele não consegue. A culpa o acompanha a todo momento. Os amigos fazem o possível e o impossível para salvá-lo de uma tragédia que fará com que dez anos a frente quando o grupo de amigos se reúne para desenterrar "cápsulas do tempo" que eles haviam enterrado, Kakeru está ausente. Nesse futuro, Kakeru não existe mais e a intenção das cartas é mudar isso.
    Mas será que eles vão conseguir mudar o passado?
    Tem momentos em que o Kakeru surta com pessoas que não tem culpa. Mas ele é apenas um adolescente, não sabe como agir, não consegue controlar os sentimentos. É fácil ver o quanto ele sofre. Então essa parte apesar de deixar o telespectador pensativo, talvez seja justificável.
    Uma coisa que senti falta foi de um beijo. Infelizmente não houve cena de beijo entre os personagens apesar do clima romântico que permeia a história.

    Uma coisa que achei bastante interessante, e que quero comentar é um momento em que os amigos do futuro citam o Triângulo das Bermudas. Esse lugar fica situado no Oceano Atlântico, entre as ilhas Bermudas, Porto Rico, Fort Lauderdale, Bahamas e Flórida. Essa região é extremamente conhecida no mundo todo devido a diversos casos de desaparecimentos de aviões, navios e barcos e muitas pessoas acreditam em fatos sobrenaturais envolvendo o local. Inclusive a existência de um buraco negro que levaria ao futuro ou ao passado.

    É uma bela história. Uma história onde conhecemos amigos verdadeiros. E que são capazes de passar por cima de seus próprios sentimentos para salvar o outro. É realmente muito bonito e vale a pena ser assistido. Se possível, leiam o mangá também. É uma história primorosa!

  • Resenha: Louca por Você - A. C. Meyer

    Classificação: 1,5/5 estrelas 
    Título: Louca por Você
    Editora: Universo dos livros
    Autor: A. C. Meyer
    Nº de páginas: 208
    Lançamento: 2014


























    Sinopse e minha opinião    


    Julie é uma mulher de 28 anos de idade, que tem dois grandes sonhos na vida, um deles é de ser cantora. 
    Porém ela não pode levar seu sonho adiante porque seu irmão "postiço" Daniel a impede de correr atrás disso. Ele acha que se ela cantar, os caras vão "cair matando encima dela" e ele tem que proteger a irmãzinha a qualquer custo (mesmo ela tendo 28 anos de idade). E ela não reage. Ela simplesmente aceita a exigência dele e trabalha como garçonete no bar, enquanto ele toca a vida expandindo os negócios.

    Daniel, 31 anos, é dono de um bar chamado "After Dark" e depois de uma série de eventos (nada convincentes diga-se de passagem) onde Daniel está fora a negócios e o vocalista sai subitamente da banda que toca no bar, Julie canta junto com a banda e todos ficam impressionados com seu talento no palco. O vídeo da apresentação vai parar nas redes sociais e Daniel vê, porém não reconhece a moça. Sim, ele não a reconhece! Ele está acostumado a ver Julie com roupas pouco atrativas e cabelos presos. Mas graças aos amigos (ricos) o best friend gay George e a amiga (apagada) Jo, ela se transforma em uma girl-power.

    A história principal do livro gira em torno da obsessão de Julie em conquistar Daniel. Esse é o outro (e maior) sonho dela. Ela quer a todo custo que ele a veja como uma mulher e não como uma menininha. Seu amigo George faz o favor de JOGAR FORA todos os pijamas de desenho animado que ela costumava usar e faz uma reforma no guarda-roupa dela, comprando inclusive camisolas sexy. UAU.

    Esse livro tem tantos problemas... tantas coisas erradas que me incomodaram. O romance dos personagens... não tem química. As ações do casal não condiz com a idade deles. Eu não consegui acreditar na idade deles. Eles parecem ter 15 anos!
    Julie não pensa em si mesma, tem baixa auto-estima, é super insegura. 

    Vou citar outra situação que me foi surreal. Um dos parceiros de banda, o Alan, estava meio interessado em Julie. Ele e Daniel tem uma briga, porque Daniel tem ciumes. Então, Julie e os amigos tem a brilhante ideia de fingir um namoro entre Julie e Alan. Desnecessário. Estava na cara que Daniel também gostava dela e não precisava de uma cena para lhe fazer ciúmes. Ele que se mexesse e acordasse pra vida percebendo o que sente por ela! Mas não, o bonitão esperou mais de 30 anos, e somente quando Julie arruma um namorado (que aliás o livro terminou sem ele saber que era uma farsa) é que ele se habilita a chamá-la pra sair e beijá-la (sabendo que ela namora). Além disso, em uma situação convincente, Alan não aceitaria porque tem rixa com Daniel.

    Daniel realmente não sabe o que quer. Ele é imaturo. Na mente dele, ele tem 19 anos e está curtindo a vida adoidado. Pra quê relacionamento sério com uma mulher que passou a vida inteira apaixonada por ele? E que ele só teve a audácia de se aproximar quando ela renova o visual? quer dizer, enquanto ela se vestia com pijama de desenho animado pra dormir, ele não tinha motivação para se sentir atraído por ela. Isso é amor? Não me parece...
    Eu não quero detonar o livro de maneira nenhuma. Reconheço seu valor como qualquer outro romance e tem alguns pontos positivos. Tem cenas bem bonitinhas e românticas que até eu gostei. A história deve agradar muita gente. Mas não a mim.
    É um livro mediano em todos os aspectos possíveis. E acho que só pode ser considerado "new adult" devido as cenas eróticas e a idade dos personagens, caso contrário se encaixaria melhor na categoria infanto-juvenil.
    Vale a pena pra quem procura uma leitura leve e rápida.
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