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Certificado de Censura - Romance
Olá pessoal!
Pedindo licença ao Anime Pró, vou mostrar para vocês uma matéria interessante sobre censuras.
Bem, agora que descrevi cada uma das séries, podemos tentar comentar sobre o assunto. Por que apagaram o romance nos dois animes? Bem, os romances homossexuais foram tirados por razões meio óbvias. Como citei na ultima coluna, há muita tentativa de evitar que as crianças vejam isso. Também citei que não acho que isso influenciará em qualquer coisa. Não há muito a comentar sobre o assunto, já foi falado à exaustão na ultima coluna. Eu também não tenho uma opinião muito concreta sobre isso, pois não apoio nem condeno a homossexualidade. Mas, não vejo razão para tamanha mudança no aspecto. Digo, não vi ninguém que tenha ficado enojado ou influenciado pela recém-citada relação de Haruka e Michiru: é uma relação simples, não é escandalosa e muito menos apelativa. Não acho que causaria grande impacto a ninguém. E nem as crianças: está claro que as crianças já sabem o que é a homossexualidade, e nem acredito que isso causaria uma mudança brutal no conceito delas. Na verdade, algumas das relações citadas seriam até positivas para diminuir um pouco o preconceito presente na audiência. Mas claro, esta opinião é pessoal. A polêmica desse assunto vai bem além de uma visão tão simplória quanto a minha.
Card Captor Sakura, por outro lado, tem um caso mais complicado. O anime apresenta relações entre personagens com grande diferença de idade: não só de garotas com rapazes mais velhos (SakuraxYukito), mas de garotos com rapazes velhos (ShoranxYukito). O segundo caso diz respeito a situações citadas no parágrafo acima. Já o primeiro caso, na minha opinião, não apresenta nada tão fora do comum. Digo, é tão estranho assim uma garota mais nova gostar de um rapaz mais velho? Eu diria que não. Claro que isso se restringe aos casos nos quais a faixa de idade dos rapazes não vai além do período da adolescência. Já o caso de Rika com seu Professor, Terada, vai além do mero interesse. Já entra no caso da pedofilia. Claro que, no anime, Terada não responde aos sentimentos da menina muito claramente. Já no mangá, as coisas são diferentes: Terada se encontra com Rika às escondidas e, no fim do mangá, os dois acabam se tornando intimamente relacionados (sem spoilers pros que ainda não leram o mangá). Eu entendo perfeitamente a posição das grandes produtoras de TV de não verem a situação com bons olhos, mas apagar tais situações do anime acabou deixando muitos personagens vazios: Touya e Yukito são quase figurantes, e Rika parece ter uma personalidade diferente a cada episódio em que aparece.
- Dragon Ball, segunda dublagem brasileira. O personagem Capitão Blue foi dublado de forma que sua homossexualidade fosse evitada. Na parte do anime em que eles chegam à Vila Pingüim, mudaram o sexo de um garotinho para o feminino, para deixar o ''assédio'' do Capitão Blue sobre o mesmo menos impactante. Mesmo assim, é contraditório: pode pedofilia com menininhas, mas não pode com menininhos? Confuso, muito confuso. Na versão americana, a alteração foi diferente: usaram o diálogo para que o Capitão Blue alegasse que o garotinho seria o seu irmão perdido há muitos anos (.....).
Pedindo licença ao Anime Pró, vou mostrar para vocês uma matéria interessante sobre censuras.
Bem, na verdade, isso não é muito normal de ocorrer em qualquer versão de anime, e aconteceu em bem poucas, na verdade. Por isso, farei de meus exemplos centrais as versões americanas de Card Captor Sakura (CardCaptors) e Sailor Moon.
Acho que podemos começar com um breve histórico sobre cada uma dessas séries. Card Captor Sakura foi licenciado primeiramente nos Estados Unidos pela Nelvana. A Nelvana não é uma empresa especializada em animes, por isso, os fansubs na época entraram em um pânico tremendo por terem que tirar o anime de seus bots sendo que ele seria totalmente deformado na TV americana. Bem, o medo dos fansubbers foi BEM justificado: a versão americana, CardCaptors, foi uma das coisas mais horrendas.
A empresa aparentemente queria direcionar a série para garotos na faixa dos 8 anos, por isso, centraram completamente o anime na premissa "caçar cartas com ação no meio", ignorando completamente o romance e os enlaces entre os personagens. Todos os casais, tanto os heterossexuais (SakuraxShoran, MeilingxShoran, etc) quanto os homossexuais (TouyaxYukito, ShoranxYukito, etc) foram totalmente ocultados. As cenas românticas eram puladas, ou completamente modificadas com mudanças bizarras de diálogos. No fim, a série se tornou algo como tantas outras, ou seja, o importante era ver Sakura lutando para recuperar as cartas, e boa parte dos personagens secundários atuaram como meros figurantes. Alguns personagens, como Yukito e Tomoyo, tiveram personalidades radicalmente modificadas para se adaptar a premissa do novo programa.
Sailor Moon teve um caso diferente. Os romances heterossexuais do anime foram totalmente mantidos, mas todos os homossexuais foram alterados de forma radical. Alguns foram trocados simplesmente mudando o sexo do personagem. Por exemplo, o personagem Olho-de-Peixe, da série Sailor Moon SuperS, originalmente homem, se tornou uma mulher na versão americana. Isso causou complicações no meio da série, pois chega um momento em que ele mostra seu peito de homem. A DiC, responsável pela adaptação da série, cortou várias cenas nessa parte para esconder. Já o famoso caso das personagens Haruka e Michiru foi modificado da forma mais inusitada possível: elas foram tratadas como primas, de forma que o fato de Haruka se vestir de forma masculina e estar bem íntima à Michiru se tornou um mero acaso. Inclusive, no episódio 6 da série Sailor Moon S, um "concurso de apaixonados" foi trocado para "concurso de amizade" só por causa dessa mudança. Haruka e Michiru, ou "Amara" e "Michelle", foram radicalmente alteradas nos termos de personalidade: para deixar claro para os telespectadores que elas não eram relacionadas, colocavam TODOS os personagens pra falar pelo menos uma vez por episódio a frase odiada: "Elas são primas!", até mesmo os vilões (o que não faz muito sentido: a identidade delas como Sailor Guerreiras não devia ser um segredo?). E não pára por aí: sempre que possível, colocavam "Michelle" pra falar que recebeu de , dando a idéia de que ela era algum tipo de patricinha popular entre os garotos, e "Amara" apoiava os namoros dela.
Fora isso, houve casos misteriosos: a personagem Zirconia foi transformada em homem. Eu não compreendi por que fizeram isso, já que Zirconia não tinha nenhum tipo de relação mal-vista. Na verdade, não tinha nenhuma relação afetiva. Além disso, Zirconia tinha algo com relação à personagem Nehelenia (digo, ela seria a versão mais velha de Nehelenia), deixando alguns pontos no fim da fase SuperS confusos. Ou seja, mudaram para quê, afinal? Fora esse, houve um "Character of the Day" (Personagem do Dia), menino, que foi transformado em menina. Fizeram isso porque, numa cena do episódio, ele está vestido de menina. Mas ele não tem relação diferenciada com ninguém, e nesse episódio, é o par de Chibi-usa (Rini, na dublagem). Ou seja, isso fez sentido? Transformando o garoto em garota deixaram o episódio confuso: mesmo mudando um pouco o diálogo, fica claro pro telespectador que Chibi-usa tem uma queda por ele (ou, ela). Na minha concepção isso deixou a situação do episódio desconcertante. Mas a empresa que pintou o sangue de "Os Cavaleiros do Zodíaco" de azul e o chamou de "suor" não deve bater bem das idéias.
Bem, agora que descrevi cada uma das séries, podemos tentar comentar sobre o assunto. Por que apagaram o romance nos dois animes? Bem, os romances homossexuais foram tirados por razões meio óbvias. Como citei na ultima coluna, há muita tentativa de evitar que as crianças vejam isso. Também citei que não acho que isso influenciará em qualquer coisa. Não há muito a comentar sobre o assunto, já foi falado à exaustão na ultima coluna. Eu também não tenho uma opinião muito concreta sobre isso, pois não apoio nem condeno a homossexualidade. Mas, não vejo razão para tamanha mudança no aspecto. Digo, não vi ninguém que tenha ficado enojado ou influenciado pela recém-citada relação de Haruka e Michiru: é uma relação simples, não é escandalosa e muito menos apelativa. Não acho que causaria grande impacto a ninguém. E nem as crianças: está claro que as crianças já sabem o que é a homossexualidade, e nem acredito que isso causaria uma mudança brutal no conceito delas. Na verdade, algumas das relações citadas seriam até positivas para diminuir um pouco o preconceito presente na audiência. Mas claro, esta opinião é pessoal. A polêmica desse assunto vai bem além de uma visão tão simplória quanto a minha.
Card Captor Sakura, por outro lado, tem um caso mais complicado. O anime apresenta relações entre personagens com grande diferença de idade: não só de garotas com rapazes mais velhos (SakuraxYukito), mas de garotos com rapazes velhos (ShoranxYukito). O segundo caso diz respeito a situações citadas no parágrafo acima. Já o primeiro caso, na minha opinião, não apresenta nada tão fora do comum. Digo, é tão estranho assim uma garota mais nova gostar de um rapaz mais velho? Eu diria que não. Claro que isso se restringe aos casos nos quais a faixa de idade dos rapazes não vai além do período da adolescência. Já o caso de Rika com seu Professor, Terada, vai além do mero interesse. Já entra no caso da pedofilia. Claro que, no anime, Terada não responde aos sentimentos da menina muito claramente. Já no mangá, as coisas são diferentes: Terada se encontra com Rika às escondidas e, no fim do mangá, os dois acabam se tornando intimamente relacionados (sem spoilers pros que ainda não leram o mangá). Eu entendo perfeitamente a posição das grandes produtoras de TV de não verem a situação com bons olhos, mas apagar tais situações do anime acabou deixando muitos personagens vazios: Touya e Yukito são quase figurantes, e Rika parece ter uma personalidade diferente a cada episódio em que aparece.
Fora isso, um fato curioso: os relacionamentos heterossexuais mais aceitos do anime (tais como SakuraxShoran e SakuraxEriol) também foram ocultados na versão americana. Isso foi a gota d'água pros fãs da série, por razões óbvias. "POR QUÊ!?", gritaram, "POR QUÊ!?". Bem, com certeza a 4Kids não teve nada contra deixar certos romances em Tokyo Mew Mew (a.k.a. Mew Mew Power), nem todas as 'cantadas' do personagem Brock em Pokémon. Então, por que mudaram isso? Talvez porque o romance em Pokémon não é sério, é apenas direcionado à comédia, e o romance em Mew Mew Power sempre foi mostrado de uma forma simplória e pouco trabalhado. Aliás, o último episódio deste anime que a 4Kids editou foi justamente antes do episódio em que o romance entre os personagens Ichigo (Zoey) e Aoyama (Mark) começaria a ser tratado de uma forma séria. Às vezes eu acho que foi por isso que a empresa desistiu da série. Em Card Captor Sakura, os romances entre pré-adolescentes são tratados de uma forma séria e mais feminina, o que deve ter sido contra a vontade da Nelvana de direcionar a série para garotinhos. Bem, eu só posso dizer que isso foi bem ridículo: a 2ª parte da série se centra quase que completamente nos sentimentos de Shoran por Sakura, por isso imagino que deva ter ficado realmente estranha na versão americana.
Como eu já toquei no assunto Tokyo Mew Mew, talvez seja melhor eu voltar a falar do mesmo: esse anime sofreu uma modificação com relação ao romantismo. Os romances foram mantidos, mas, as personagens foram mudadas para se adaptar ao romance mudado. Confuso? Bem, eu sugiro a qualquer um ver um episódio de Mew Mew Power ("As Super Gatinhas") e depois comparar a versão japonesa do mesmo. É diferente. Sempre parece que são dois animes diferentes. A razão se deve a um fato simples: não foram apenas os nomes das personagens que foram mudados, mas também as personalidades e as idades. Digo, vejam essa página do site Mew Mew Power Uncensored. Nessa página, são catalogadas as mudanças de nome, idade e personalidade das personagens do anime. Observem que, na versão japonesa, as personagens têm em torno de 13 anos, enquanto que, na versão americana, as personagens têm em torno de 16 anos. Por que fizeram isso? Imagino que seja pela visão "garotas de 13 anos não podem namorar, mas as de 16 podem". É uma visão MUITO ilusória, em que era esse pessoal vive? Bem, para acompanhar as mudanças, os diálogos foram alterados: as "Mew Mews" americanas parecem TUDO, menos garotas meigas. Estão mais para cinco adolescentes irritantes, ganhando as falas mais estúpidas possíveis, variando de personagem para personagem. As vítimas preferidas da empresa foram Ichigo (Zoey) e Mint (Corina), que ganharam as piores falas, sendo que algumas delas estão entre as linhas de diálogo mais patéticas que eu já ouvi. No fim das contas, o anime ficou "inassistível" na versão americana. Dou graças a Deus pela empresa ter desistido da série.
A parte hilária disso tudo é que tanto essa versão de Sailor Moon quanto CardCaptors fizeram um certo sucesso nos Estados Unidos (Mew Mew não fez muito sucesso): imagino que a tentativa de redirecionar as séries para faixas etárias diferentes do original deu certo no fim das contas. Claro que isso é uma coisa deplorável: isso foi mudar o roteiro das histórias, mudar os caráteres dos personagens, mudar o que os animes realmente são. Atualmente dois dos casos tiveram finais felizes: a exigência dos fãs foi grande a atualmente tanto Card Captor Sakura quanto Sailor Moon estão disponíveis em DVD sem cortes nos Estados Unidos. Além disso, as versões editadas desses animes não são mais exibidas na TV americana. Tokyo Mew Mew espera o contrato da 4Kids expirar, daí, é provável que seja comprado por outra empresa americana.
Agora vocês perguntam: no Brasil? Bem, não houve tais mudanças nas versões desses animes que vieram pra cá. Mas, certos usuários do fórum alegam incessantemente que houve amenizações nos diálogos para deixar os relacionamentos ''mal-vistos?? dos personagens um pouco menos claros. Eu não posso confirmar isso, nunca vi os diálogos dos animes lado-a-lado. Mas nunca vi amenizações não-alteradoras como algo grave ou imperdoável, então, não é do meu interesse realmente. Acho que se importar verdadeiramente com isso já é ser detalhista demais. Mas houve outros casos. Destaquei esses por serem os mais alarmantes, mas houve outros:
- Zatch Bell!, Episódios 37 e 38. Nesse episódio, são introduzidos os personagens Li-En e Wonrei. Enquanto que no original ficava bem claro que Li-En amava Wonrei, na versão americana ela usa palavras evasivas, tais como "se importar" ou "cuidar", mas não especificamente "amar". Eu imagino que isso se deva ao fato de que Wonrei é (no original) um "mamono" (demônio), e qualquer coisa que evite mostrar relacionamento entre um humano e um demônio deve ser bem-vinda por lá.
- Dragon Ball, segunda dublagem brasileira. O personagem Capitão Blue foi dublado de forma que sua homossexualidade fosse evitada. Na parte do anime em que eles chegam à Vila Pingüim, mudaram o sexo de um garotinho para o feminino, para deixar o ''assédio'' do Capitão Blue sobre o mesmo menos impactante. Mesmo assim, é contraditório: pode pedofilia com menininhas, mas não pode com menininhos? Confuso, muito confuso. Na versão americana, a alteração foi diferente: usaram o diálogo para que o Capitão Blue alegasse que o garotinho seria o seu irmão perdido há muitos anos (.....).
- Em "Batalha dos Planetas" (Kagaku ninja tai Gatchaman, no original), um vilão que tinha dois alter-egos, um feminino e um masculino, foi dividido em dois personagens diferentes.
Hum, não foi uma coluna grande, mas acho que eu disse tudo o que queria. No fim, o assunto se desviou um pouco demais para a homossexualidade, 'a' polêmica. Acho que deu pra dar uma noção geral das alterações no assunto: no fim das contas, tudo se dá pela crença de que exibir algo do tipo, principalmente por causa dos fatores religiosos e velhos costumes, poderia influenciar as crianças a sair do "caminho certo". Eu não tenho muito a dizer sobre o assunto, só que o mundo de hoje está mudando muito pra essa mentalidade durar muito tempo. Continuo não achando que exibir coisas do gênero causa qualquer alteração na mentalidade de qualquer pessoa. Mas, quem sou eu pra dizer?
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P.S. ? Gostaria de agradecer muito à Valéria Fernandes que me ajudou na criação dessa coluna.
P.S.2 ? Não houve outro caso de "destruição de shoujo" nos Estados Unidos além dos citados. Porém, a 4Kids chegou a comprar os direitos do Mahou Shoujo "Futari Wa Pretty Cure", mas devido ao fracasso de seus últimos investimentos (One Piece principalmente), a empresa desistiu de trabalhar com animações japonesas, o que deixa Mew Mew e Pretty Cure aguardando para serem comprados por alguma outra empresa americana. Outros animes da 4Kids, tais como Shaman King e Magical Do-Re-Mi, que foram lançados muito "às sombras", muito provavelmente serão comprados por outras empresas também. Já séries que deram mais lucro para a empresa, tais como Yu-Gi-Oh! e Sonic X, devem carregar o nome da empresa para sempre.
O Motivo do título: "Durante os tempos da ditadura, todos os programas de televisão, antes de entrar no ar, tinham que exibir um documento assinado e liberado pelo governo federal, o Certificado de Censura. A ditadura acabou, e os programas não mais são abertos com sua exibição ? mas o seu espírito permanece. Certificado de Censura não é apenas um nome: é um lembrete. Porque enquanto esse espírito permanecer, é sinal de que no fundo, no fundo mesmo ? jamais aprendemos nada com nossos erros."
por: Marcelo "Sahgo" Gouvêa
Animação japonesa correndo perigo?
Animação japonesa correndo perigo?
por: Anime Pró - 28/01/2006
por: Anime Pró - 28/01/2006
Gaby: Absurdo meu, acho que não.
Cadu: Isso é conversa. Os animes estaõ crescendo vão é dominar o mundo!
Gaby: Exagerado.. (rs)
"A não ser que algo seja feito, a animação
japonesa será arruinada." Koichi Murata, presidente
da companhia de animação Oh Production.
De todo o largo lucro que a animação japonesa gera do comércio atualmente, os bolsos dos animadores estão cada vez mais magros. Como exemplo, todo o comércio internacional da série de jogos baseados em Pokémon gerou em torno de 3 trilhões de ienes. Mas, enquanto isso, um animador em um pequeno estúdio em Tóquio é felizardo quando consegue apenas 50 mil ienes (cerca de 470 dólares) por mês.
Muito do recente interesse em animês vêm do exterior, segundo o presidente da Dream Ranch (empresa do grupo Sony Music), Kiyokazu Matsumoto. Ele diz que uma fábrica de brinquedos norte-americana ofereceu a sua companhia cerca de 10 milhões de dólares pelos direitos de distribuir produtos estrelando os personagens de um animê que sua companhia nem ao menos concluiu ainda. Para Matsumoto isso é surpreendente pois é cerca de 100 vezes o que essas séries geram pelos direitos de transmissão no Japão. A proposta veio após Matsumoto e sua companhia começarem a mapear uma animação baseada em ilustrações de um artista que freqüentemente, ganha as capas das revistas de quadrinhos com suas obras. Antes, a Dream Ranch já havia quase negociado um acordo com uma companhia Hollywodiana para transformar a história em um longa metragem de animação.
Hoje em dia, a tendência é transformar personagens de animê em produtos e jogos o mais rápido possível. Foi Pokémon que revolucionou o velho conceito que animês eram feitos primeiramente para o mercado doméstico e depois, como comércio secundário, para o exterior. Os jogos eletrônicos, bonecos e outros produtos provaram um sucesso instantâneo quando chegaram ao mercado americano. Cerca de 120 milhões de jogos da série foram vendidos ao redor do mundo. A série animada foi exibida em 68 nações. A companhia que detêm os direitos da série, no Japão, tem negócios com cerca de 200 empresas estrangeiras e 70 empresas japonesas para licenciamento de produtos com a marca da série. Existem cerca de 2 mil produtos com a marca, estrelando personagens de Pokémon.
Claro, a aclamação aos animês pelos estrangeiros não é nenhuma novidade. Tudo começou nos anos 60, com "Astro Boy". Recentemente, Hayao Miyazaki ganhou o Urso de Ouro de Berlim em 2002 e o Oscar em 2003 com sua produção "A Viagem de Chihiro". Innocence, de Mamoru Oshii foi exibido no Festival de Cannes em maio e chega aos cinemas norte-americanos no segundo semestre.
Os criadores de Innocence também estão de olho nas oportunidades do comércio estrangeiro. Eles gastaram cerca de 2 bilhões de ienes para produzir sua obra, com o intuito de ela chegar ao exterior, um valor próximo ao gasto com A Viagem de Chihiro. Porém, isso é nada comparado aos quase 10 bilhões de ienes que Hollywood gasta com suas animações. Os patrocinadores de Innocence incluem grandes companhias japonesas, bem como o grupo Disney. O produtor Katsuji Morishita, do Production IG, responsável pela obra, diz: "Diferente dos animês convencionais, nós visamos Hollywood desde o começo."
Como os animadores japoneses não têm nem de perto os fundos que os animadores da Disney gozam, a animação japonesa tem de apelar para menos frames e concentrar-se em boas e apelativas histórias. E, claro, eles também tem a sua disposição o grande número de mangás para se inspirar. Porém, os animadores japoneses estão perdendo espaço para os competidores na China e na Coréia do Sul, onde os custos com mão de obra são mais baratos. Enquanto os custos com a mão de obra no Japão só aumentam, os investimentos nas produções não. Desmotivado por um salário mensal a beira dos 50 mil ienes, um animador de 26 anos que integrou-se ao time de produção da Oh Production há um ano diz: "Às vezes eu queria desistir, eu nunca imaginei que seria assim". Apenas com ajuda financeira da família o animador consegue dar rumo a sua vida.
Das aproximadamente 440 companhias de animação do Japão, cerce de 70% são pequenas, com 30 trabalhadores ou menos, de acordo com a estatística. Essas companhias recebem cerca de 10 milhões de ienes por trabalho de anunciantes e patrocinadores. As vezes não é o bastante para cobrir os custos. O dinheiro vem mesmo dos direitos de transmissão, que geralmente são das estações de TV, editoras e grandes companhias de animação. Conseqüentemente, as pequenas companhias, não compartilham das vendas dos produtos com a marca da série. Muitos animadores, cansados do pequeno salário, se demitem em alguns anos. E com mais e mais animações sendo feitas na Coréia do Sul e na China, muitas das indústrias domésticas temem o "vazio" da indústria de animação. "A não ser que algo seja feito, a animação japonesa será arruinada", lamenta Koichi Murata, presidente da Oh Production.
Impressionante como o que tenta ser decente acaba sendo destruído pelo dinheiro.
Lei contra anime e mangá, será tudo um alarme falso?
Segundo o que anda rolando pela internet nos ultimos tempos, esta sendo aprovado pelo comitê de Tokio uma lei que proibe a exibição seja em tv, dvd ou revista (mangá) algo que seja considerado violento, agressivo, pornô ou que de alguma forma rompa a dignidade humana.
Esta rolando muitas criticas tanto a favor ou contra e ninguém sabe de fato qual informação é relevante de verdade.
Vem a questão:
Mesmo com o crescimento da divulgação desses materiais, iria acabar-se tudo assim, sendo que filmes, ou qualquer outro meio de comunicação também transmite violencia?
"- A lei aplica-se a qualquer personagem (independentemente da idade, a que afetará todas as lolitas, dando espaço para as idols)
- A lei aplica-se a todos os animes, mangas e imagens. (isso inclui jogos?)
- Proibir conteúdos que exibem atos sexuais ou a simulação destes que seriam ilegais na vida real ou entre parentes que legalmente não se poderiam casar. (isso não acontece na vida real?)
- A exibição de atos que glorificam e exageram a violência e sexualidade de forma desnecessária.
- Aplicação sobre todos os conteúdos que sejam prejudiciais para o correto desenvolvimento da sexualidade dos jovens e o governo metropolitano de Tóquio terá poder unilateral para banir qualquer conteúdo onde o ato sexual ou sua simulação seja considerado destrutivo para a ordem social. (Adeus Yaoi e Yuri)"
Na comunidade do orkut oficial da revista de animes "Anime DO", um dos tópicos revela o quanto as pessoas não quererm acreditar nessa hipótese.
Mas em diversos sites da internet esta passando essa informação.
Publicamos aqui no zuttokawaaii a mesma materia que foi publicada em outros sites. Vejam:
br.paperblog;
narutoshippuuden;
bleachworldrpg;
otakupt
e muitos outros. O que acontecerá se essa lei for realmente efetivada na previsão que consta nas matérias?
O que ira acontecer com o futuro de um sistema de entretenimento infantil, infanto-juvenil e adulto que vindo crescendo absurdamente rapido no decorrer dos anos?
Diversas editoras vem se interessando em publicar mangás, quando há 5 anos, haviam, quando haviam, poucos mangás nas bancas e ainda escondidos. Hoje temos uma incrivel variedade de titulos, todos emplastificados, e com a classificação estampada na capa!
Nós do zuttokawaii somos totalmente contra essa lei, e esperamos que outras pessoas possam se manifestar conosco pra que a aprovação da mesma (se é que não ja ocorreu) seja evitada.
Lei contra anime e mangá
Infelizmente tal como ficamos sabendo o projecto de lei contra anime e manga aprovado em comité dia 13 foi hoje aprovado pela Assembleia de Tóquio e é agora LEI.
Embora entre só em vigor em Julho de 2011 os seus efeitos vão começar a ser sentidos muito mais cedo uma vez que a lei estipula que a auto regulação das editoras deve começar já em Abril de 2011.
A seguir à entrada ficam alguns tópicos que nos poderão ajudar a reflectir e discutir sobre os efeitos desta lei anti-anime e manga
1- Uma das principais críticas à lei é a sua ambiguidade e o facto de ser demasiado abrangente no que toca à censura. Embora seja vocacionada para a protecção de menores tal implica que conteúdos mais “susceptíveis” e não necessariamente para adultos sejam atirados para a secção de entretenimento para adultos, logo terão menor visibilidade e consequentemente as editoras deixaram de apostar nesses conteúdos.
2- Proibir qualquer manga, animação ou imagem (mas excluindo imagens da vida real) que exibem actos sexuais ou a simulação destes que seriam ilegais na vida real, ou actos sexuais ou a simulação destes entre familiares próximos cujo casamento seria ilegal e ainda conteúdos que glorifiquem ou exagerem injustificadamente actos de violência, sexuais ou pseudo-actos sexuais.
Para além da tremenda ambiguidade que a frase em cima implica chamo a vossa atenção para o que está dentro de parêntesis “excluindo imagens da vida real” e que confere à lei a sua face anti cultura otaku. Tal excepção ás fotografias e imagens reais serve para ganhar a simpatia dos mass media japoneses pois se tal lei se estendesse para as estações televisivas japonesas (séries, filmes) a opinião do público seria de tal forma negativa que teriam dificuldade em passar a lei.
Existe uma indústria que está muito contente com esta lei e que vai crescer ainda mais, sabem qual é? A das Idols, sim porque agora com a restrição aos conteúdos loli o número de idols menores de idade vai crescer em flecha. Pergunto-vos eu, o que é pior? Uma animação com miúdas ou fotografias de menores em fato de banho em poses eróticas?
3- Aplicação sobre todos os conteúdos que sejam prejudiciais para o correcto desenvolvimento da sexualidade dos jovens e o governo metropolitano de Tóquio terá poder unilateral para banir qualquer conteúdo onde o acto sexual ou sua simulação seja considerado corruptivo da ordem social.
O termo chave aqui é “correcto desenvolvimento da sexualidade dos jovens” já para não falar no “poder unilateral”, para além de um atentado à democracia não nos podemos esquecer que o presidente governo metropolitano de Tóquio, o Sr. Shintaro Ishihara é o autor da celebre frase “os homossexuais são geneticamente defeituosos e criaturas deploráveis”, por falar neste senhor após a votação veio a público afirmar que “faz sentido que a lei tenha passado, o Japão afinal ainda tem algum senso comum”.
Embora a lei seja omissa no que toca a títulos já publicados especialistas afirmam que se estes títulos forem relançados terão de se sujeitar a estas novas regras. Um dos títulos que poderá já sofrer com esta lei é a manga de High School of dead que tal como seria novamente relançada na primeira parte de 2011 mas agora a cores.
Claramente esta lei vai por em causa os animes excessivamente “sexualizados” que são padrão actualmente na animação japonesa.
Como vai funcionar?
As editoras que tenham mais de seis trabalhos classificados como prejudiciais pelo governo metropolitano de Tóquio num ano vão ser sujeitas a um escrutino da sua comissão de auto regulação, qualquer violação adicional da lei nos seis meses seguintes faz com que o governo metropolitano de Tóquio revele ao público a identidade da editora que está a violar a lei e o governador terá a autoridade para exprimir a sua opinião e apresentar provas.
Basicamente se uma editora lançar algo que Tóquio considera prejudicial mais de seis vezes num ano a comissão auto reguladora dessa editora vai ser notificada. Se ocorrer mais alguma violação da lei após a notificação o governador vai pura e simplesmente humilhar a editora em público fazendo com que os retalhistas e distribuidores deixem de apoiar os trabalhos daquela editora.
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